Homem Invisível

Homem invisível capaCompre o livro Homem Invisível, de Ralph Ellison

 

 

 

 

 

De Ralph Ellison

O Livro “Homem Invisível” chegou às minhas mãos muito bem recomendado. Muitos leitores, por quem eu tenho um enorme respeito, garantiram-me de que se tratava de um clássico americano de altíssima qualidade. E respondo a todos a esses amigos com milhões de agradecimentos. O livro é simplesmente ótimo. O tema descriminação racial já foi abordado de diversas formas em livros e no cinema. Mas este livro tem uma abordagem totalmente diferente de todas que eu já vi e admirei.

Bem, para começar, o livro “Homem Invisível” recebeu o prestigiado National Book Award, foi muito elogiado por escritores como Saul Bellow dentre outros.

Uma brevíssima apresentação do autor para aqueles que não o conhecem. Ralph Wando Ellison nasceu em Oklahoma City, Oklahoma. Lewis Ellision, seu pai, batizou o filho em homenagem ao famoso poeta e filósofo americano Ralph Waldo Emerson. Foi músico, trompetista, um Jazzman. Ellison se mudou para Nova York para estudar escultura mas, mais uma vez, abandonou seus planos. Ele já havia lido as obras de Ernest Hemingway, George Bernard Shaw, e TS Eliot, que o impressionou profundamente. Lutou na Segunda Guerra. E desde que se mudou para Nova York nunca saiu do Harlem.

Antes que alguém pense que o livro tem como base alguma semelhança com autores com Edgard Allan Poe ou Philip Dick . Ralph Ellison começa o livro com as devidas explicações:
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Noite do Oráculo

noite do oraculo capaCompre o livro Noite do Oráculo, de Paul Auster

 

 

 

 

De Paul Auster

Esta é a primeira resenha que faço deste grande escritor Paul Auster. Desse autor já li “Invisível”, “Viagem no Scriptorium”, “O Livro das Ilusões” e “Noite do Oráculo.” O motivo de só agora resolver resenhar este livro de Paul Auster não resulta em uma escolha pela qualidade desse livro em função dos outros. De forma alguma. Algo puramente fortuito. Prometo que colocarei esses livros em breve aqui no blog. Ainda este ano. Promessa é dívida. A escolha desse livro foi porque acabei de ler esta semana. E como a trama é um pouco mais complexa tive medo de perder a mão e não saber como escrever depois essa resenha e perder os detalhes fundamentais da história.

Paul Auster em seu livro “Noite do Oráculo” cria uma ficção sobre a ficção. É uma leitura que exige atenção para as nuances em que o livro nos leva. Não é um romance simples. Portanto, é preciso ler esse livro com uma atenção redobrada. As histórias aparecem em camadas, misturando e cruzando muitas histórias. Corre-se até o risco de você, leitor, não perceber, e se perder em quem está contando a história principal e as histórias secundárias, e quem está narrando. Mas se você tiver atenção tudo isso será facilmente resolvido. Mas nada que impeça você saborear essa história maravilhosa.
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Matteo perdeu o emprego

matteo perdeu o emprego capaCompre o livro Matteo perdeu o emprego, de Gonçalo M. Tavares

 

 

 

 

De Gonçalo M. Tavares

Gonçalo M. Tavares tem seu lugar garantido no Blog e terá sempre. O primeiro livro resenhado pelo autor é simplesmente maravilhoso, “Uma viagem para Índia”. Aliás, os escritores africanos e portugueses têm feito um bonito na arte de escrever. Muitos de vocês poderão me perguntar: por que muitos deles não estão resenhados em seu blog? A resposta é simples. Falta de tempo.

Trabalho oito horas por dia em pé numa livraria e, quando chego do trabalho, tenho deveres de moral amorosa e cívica em desfrutar com minha mulher aquele papo necessário que nos une cada vez mais. Graças ao bom Deus. Mas uma coisa me conforta. Ainda terei tempo de sobra para falar dos grandes escritores portugueses de uma forma mais assídua.

Bom! Vamos parar com o papinho bobo e vamos ao que interessa. O livro, segundo considerações do próprio autor, tem dois componentes: um ficcional e outro ensaístico. Deixemos para o autor em uma entrevista explicar melhor a sua obra:
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Henri Cartier-Bresson

Cartier-bresson-2013

 

 

 

 

Curadoria Clément Chéroux

O Centro Pompidou reuniu 500 fotografias. O objetivo da mostra, segundo o curador Clément Chéroux, é revelar as múltiplas e menos conhecidas facetas do artista, através de mais de 500 fotos, desenhos, pinturas, filmes e documentos. Mas se você não puder ver essa mostra, não tem problema. Um livro espetacular organizado por Clément Cheroux abre essa exposição só para você, uma retrospectiva cronológica com seus trabalhos menos conhecidos sem esquecer alguns de seus clássicos, é claro.

Cartier-Bresson quis se dedicar à arte. Nos anos vinte, inscreveu-se em uma escola de pintura, aprendeu geometria e composição, até comprar sua primeira Leica. Era o momento que, influenciado pelo construtivismo russo, o coloca também herdeiro de uma nova visão, um verdadeiro gênio da composição.
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A Música de uma Vida

a musica de uma vida capaCompre o livro A Música de uma Vida, de Andrei Makine

 

 

 

 

De Andrei Makine

Conheci Andrei Makine no romance “A música de uma vida”. Não foi esse romance que impulsionou sua carreira. Mas confesso que se eu tivesse lido “O Testamento francês” obra que catapultou sua carreira recebendo simultaneamente o prêmio Gouncourt e Médices, provavelmente não teria curiosidade para ler “A música de uma vida.” Falo isso, pois, quando lemos uma grande obra de um grande escritor que fez um tremendo sucesso, a seguinte não vem com a mesma emoção. Este pensamento, admito, é uma imensa bobagem, sem sombra de dúvidas. Mas o livro “A música de uma Vida” é simplesmente maravilhoso. Um romance triste. Mas de uma delicadeza rara.

Andrei Makine nasceu na Sibéria e completou seus estudos em Moscou. Ele ensinava filologia em Novgorod. Fez seu doutorado em Letras na Universidade Estadual Lomonosov de Moscou depois de apresentar uma tese sobre literatura francesa. Em 1987, Andrei Makine mudou-se para Paris e pediu asilo político. Rejeitado várias vezes para conseguir a cidadania francesa, enfrentou todas as dificuldades de um exilado. Mas todo seu esforço foi compensado com juros e correção monetária. Foi o primeiro não francês a vencer o Prix Gouncourt.
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O poder e o delírio

o_poder_e_o_delirio_capaCompre o livro O poder e o delírio, de Enrique Krauze

 

 

 

 

De Enrique Krauze

Enrique Krauze, para aqueles que não o conhecem, é um intelectual de ponta no cenário intelectual mexicano, jornalista, ensaísta e historiador. Foi colega e colaborador do poeta e ensaísta e Prêmio Nobel de Literatura Octávio Paz, que dispensa apresentações. Ele representa uma corrente liberal engajada em um diálogo respeitoso com os socialistas de esquerda. Seu livro “Pode e Delírio” não é uma biografia de Chavez, é mais do que isso. É uma biografia da Venezuela incluindo o fenômeno Chavez nas décadas em que foi presidente desse país.

A escolha desse livro coincide com o terremoto social, político e econômico que hoje sacode a Venezuela, onde um conflito contundente põe aquele país sob a grave possibilidade de uma guerra civil.

No início do livro uma epígrafe de Simon Bolívar na qual podemos ler uma parte do “Discurso Libertador ao Congresso de Angostura em 15 de fevereiro de 1819”:

“A continuação da autoridade num mesmo indivíduo com frequência tem marcado o fim dos governos democráticos [...]          Um justo cuidado é garantia da liberdade republicana, e nossos cidadãos devem temer, e com justiça de sobra, que o mesmo magistrado que os comandou por muito tempo continue comandando-os perpetuamente.”

Afinal, quais são as teses envolvidas nesse livro? Inúmeras. Enrique Krauze conversou com todos aqueles que apoiaram o chavismo, comunistas históricos, passando por militares, e a oposição democrática, jornalistas políticos, intelectuais e muitos outros, até motorista de taxi. Nada escapou. Por isso, considero um livro sólido e que pode tranquilamente dar ao leitor brasileiro um panorama bem preciso do que está acontecendo na Venezuela. Não há nada de panfletário no livro. Não é algo feito para desestabilizar governo algum. É um livro que analisa juntamente com você, leitor, as mazelas de um regime que foi governado por uma pessoa, ou melhor, um personagem chamado Hugo Chaves.

Krauze, em pinceladas fortes, nos oferece alguns momentos históricos e políticos da história venezuelana, principalmente nos períodos de construção democrática, sobretudo com o presidente Rómulo Betancourt que governou o país (entre os períodos de 1945 a 1948 e 1959 a 1964) e os guerrilheiros marxistas presentes – alguns deles são entrevistados. Líderes como Luis Miquelena, Teodoro Petkoff, Raúl Baduel e João Vicente Rangel, todos que integraram, em um primeiro momento, os ideais chavistas, mas depois romperam com o “grande líder”. Tudo isso nos ajuda a traçar um perfil político desse personagem.
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Um passado além dos livros…

zoombido com moska, luiz guilherme e luiz nicolau 1Não sei se muitos sabem, mas o Livreiro que hoje lhes escreve, já teve um passado Rock n’ roll, com todas as delícias e excessos que essa palavra desperta no imaginário coletivo. Fiz parte da década de 80 e vivi o “boom” das bandas do Rock Nacional entre os integrantes da banda “Inimigos do Rei”, como cantor e compositor.

Alguns sucessos, algumas críticas favoráveis, outras nem tanto, muitos shows vividos em êxtase, o prazer de tocar num Rock in Rio e por todo o Brasil. Musicas tocadas em rádios e TV o que gerou um disco de ouro, hoje,  pendurado na parede do escritório, cercado por estantes e uma infinidade de livros. Mas ele ainda guarda seu brilho, sua história, seu valor afetivo.

A vida mudou, os caminhos foram outros, mas eu aproveitei cada instante desse meu passado musical e criativo ao lado de profissionais e amigos, todos muito queridos.

Ano passado, Paulinho Moska, músico, que apresenta no Canal Brasil o programa “Zoombido”, resolveu dedicar uma de suas produções à parceria que fizemos durante a fase inicial dos Inimigos do Rei. E assim, tivemos a oportunidade de reviver a formação inicial da banda em seu programa: eu, Paulinho Moska e Luiz Nicolau.
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O Sofá Laranja

o_sofa_laranja__capaCompre o livro O Sofá Laranja, de Fania Szydllow Benchimol

 

 

 

 

De Fania Szydlow Benchimol

Eu conheci a escritora Fania Szydlow Benchimol na Livraria da Travessa. Foi um encontro divertido, pois me lembro que ironizávamos os “rios de dinheiro” que um autor recebe, parodiávamos que depois do segmento petrolífero, o mercado editorial era o mais bem posicionado e rentável para todos! Pronto, a conexão foi estabelecida através do bom humor e, a partir de boas risadas, fui apresentado ao livro “O Sofá Laranja“. O livro é muito bom. Terminei num só dia. Mas pode ser lido em horas.

Uma breve introdução: “O Sofá Laranja” é um romance epistolar. Pergunta: o que é um romance epistolar? São narrativas que utilizam o recurso literário por meio de cartas. E a intenção desse recurso é dar veracidade ao enredo. A carta se torna instrumento de representação romanesca da intimidade e das possibilidades de troca. Ela pode ser um meio revelador da intimidade. Daí que elas são narradas sempre na primeira pessoa, mas preserva ingredientes que fogem as autobiografias convencionais.
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Limonov

Limonov capaCompre a Biografia Limonov , de Emmanuel Carrère

 

 

 

 

De  Emmanuel Carrére

Limonov, do escritor Emmanuel Carrére, é perturbador, mas convenhamos é simplesmente maravilhoso. Para início de conversa Limonov não é um personagem de um livro de ficção nem muito menos um escritor russo que morreu na ditadura de Stalin, ou assassinado pela KGB. Nada disso confere. Limonov é um escritor contemporâneo, sua maior obra é ele mesmo. E posso garantir: seu lugar na literatura francesa está garantido entre os grandes na atualidade. E a biografia de Limonov é simplesmente fantástica. O trabalho é incompleto, pois o personagem Limonov ainda (graças a Deus) está entre os vivos. É provável que, quando ele vier a falecer, ainda ganhe uma versão 2.0. Até porque Limonov nesse último dezembro foi preso.

Como esse personagem real mesmo se autodefine?

“Eu sou um encrenqueiro, uma pessoa perturbadora.” No livro as paixões não são suavizadas, a leitura pode ser encarada como um pretexto ideal para rever a história dos últimos 50 anos do século XX, com esse (anti-)herói que vive sempre no limite namorando com o abismo.
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Boneco de neve

boneco de neve capaCompre o livro Boneco de Neve, de Jo Nesbo

 

 

 

 

De Jo Nesbo

A primeira vez e única que visitei a Escandinávia em 1982 uma cena me chamou atenção. Era inverno. E a noite começava a partir das 14 h da tarde. Um frio e muita neve no chão. Um sol ralo sem vida esquentava aquela cidade. Entrei em um bar cheio. E vou revelar para vocês outra coisa que me chamou atenção. Estava silencioso. Não se ouvia nada. Parecia que estava entrando em uma dimensão totalmente diferente. Parecia que estava dentro do museu de cera Madame Tussauds. Lembro-me que um amigo em tom de piada me disse: “O carnaval existencial dos noruegueses é animado, não?” Era fim de janeiro, perto do carnaval no Brasil. Essa foi a imagem que ficou de mais impressionante marcada em minha memória sobre aquela cidade chamada Oslo. Não falo isso para desmerecer o povo norueguês, de maneira alguma. Adorei a viagem. Pessoas educadas, lindas. Mas senti algo que nunca tinha visto em lugar algum. Nem em Copenhagen. Uma melancolia infinita.

É bom que se diga que a existência da violência dos nórdicos tem uma característica muito particular, mas nada que se compare a nossa carnavalesca e feliz violência. Um dado que verifiquei no Google é que no Rio de Janeiro entre 1990 e 2013, um número assustador de pessoas desapareceu. Agora se preparem para estatística cruel. Preparados? “Foram mais de 90 mil desaparecidos no estado nos últimos 23 anos, mas não se sabe quantos estavam sob custódia policial”, afirma o sociólogo Fábio Araújo. Em outras palavras, somadas todas as ditaduras latino-americanas, nos “chamados” anos de chumbo, não cobrem esse número avassalador. Portanto, ao ler os livros sobre os crimes cometidos nos romance policiais nórdicos, recomenda-se não ter complexos de superioridade com os nossos, ok?

O livro Boneco de Neve do escritor Jo Nesbo definitivamente não deve ser lido por aqueles que sofrem de doenças cardíacas. O livro é macabro e perturbador. Com um roteiro ágil, hábil e com sequências de ações repletas de adrenalina e uma série de questões sociais levantadas ao longo das páginas que se sucedem. O protagonista dessa trama tem no inspetor Harry Hole um homem de difícil trato principalmente com os seus superiores. Harry Hole tem pavio curto, não é daqueles que chegam na hora certa no trabalho. As mulheres de sua vida gostam dele, mas não o admiram. A única coisa que pode ser dita a seu favor que ele é o melhor na profissão.

Outro detalhe que pode ser dito a seu favor é que ele persegue os assassinos com um fervor quase mítico, uma fúria desmedida de um descendente de Thor. Ele não dá descanso. E muito menos descansa. Ele obedece aos seus instintos primários básicos. Mas é com a inteligência que ele se locomove e apura os fatos. Sempre pronto para dar o bote final. É uma lenda no departamento de polícia em Oslo, na Noruega.

Em “Boneco de Neve” Harry Hole vai ter que se deparar com um assassino em série. Só que esse psicopata faz questão de deixar a sua marca indelével. E qual é a sua marca? Um boneco de Neve. Suas vítimas são mulheres. E tudo começa numa noite de novembro em Oslo, a neve começa a cair. Um menino acorda e não vê sua mãe, ele descobre pegadas molhadas na escada. E na medida em que o sentimento de horror vai crescendo, e cada frase vai sendo lida, o menino olha na janela do quarto. Um lenço de sua mãe de cor rosa envolta em um boneco de neve sob a luz do luar. Após essa abertura que é de gelar o sangue, fica a questão como vou sair desse livro? Não há jeito. Você já foi pego.
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